Dr. Plinio: Cultura e Civilização Cristãs
II - O Marechal Foch em seu estado-maior. Serenidade imperturbável
Continuação...
Quer dizer, o encarregado da cozinha sabe que tais críticas são exageros e jocosidades, à falta de outro tema, pois Weygand antes afirmou ser boa a qualidade da comida. Percebe-se que esse tenente cozinheiro não era um homem de ressentimentos, e sabia suportar coisas dessas, para que a batalha caminhasse bem. Sim, porque se alguns levam tiro, ele bem pode agüentar algumas brincadeiras, até injustas. Não se toma de dodói nem incomoda o Foch, dizendo-lhe a todo momento: "General, estou com dor de cabeça e acabrunhado; quero conversar com o senhor em particular."
Apreço admirável pela calma
Depois do almoço, o general sobe um instante a seu quarto e por volta das 13:30h retorna ao estado-maior. Se alguma visita ao "front" não está prevista, essa é a hora do passeio a pé. Somente um tempo insuportável pode fazê-lo suspender. Dura pelo menos uma hora, e se faz sempre em pleno campo. Nesses passeios, o general leva consigo um companheiro, jamais dois, e é necessário uma circunstância particular para que esse companheiro não seja seu chefe de estado-maior.
Temos então a rotina do Foch: refeição tranqüila, comida substanciosa, pequeno repouso. Em seguida, um passeio a pé, de pelo menos uma hora, que só será descartado se o clima ruim não permitir fazê-lo. Nem as notícias sobre o desenrolar da guerra o desviam dessa toada.
A meu ver, essa conduta reflete o admirável apreço do Marechal Foch pela calma.
(Extraído de Revista Dr. Plinio n° 104)
1) Segundo Dr. Plinio, um discípulo deve ter para com seu mestre uma relação feita de harmonia e sincronia, à semelhança do que se verifica entre um planeta com seu satélite natural.
2) Debilidade própria ao "geração nova" (cf. Dr. Plinio nº 81).