Dr. Plinio: Cultura e Civilização Cristãs


III - O Marechal Foch em seu estado-maior. Predicados de verdadeiro chefe

Continuação...

É assim que o segui pelas escolas das cidades onde a carreira administrativa de seu pai o conduziu, para chegar até o Colégio São Clemente, de Metz. Foi ao longo desses passeios que eu, sem me ter encontrado com nenhum deles, travei conhecimento com todos os membros de sua família. Ele me falava, muitas vezes, de seu filho e me deu conselhos que foram preciosos para a educação de um dos meus.

Agradava-lhe igualmente falar amiúde de sua propriedade de Trofeunteuniou, no Finisterra. Ele adquiriu esse solar 25 ou 30 anos antes, atraído à Bretanha pela Sra. Foch, originária de Saint-Brieuc.

Convém observar como um grande homem não se acha perpetuamente fazendo filosofia, mas sabe tratar do relacionamento humano e outras coisas comuns, sem se deixar envesgar por elas, tornando-se pessoa rasa e banal. Não. Das miudezas ele se eleva às mais altas esferas do pensamento.

Em tudo, dignidade que favorecia as cogitações

Exceto duas alamedas centenárias de tílias e faias, os bosques não existiam mais quando ele se tornara proprietário desse imóvel. Ele mesmo os tinha replantado e falava com amor das grandes árvores que começavam a crescer. Quando, depois da guerra, fiz minha primeira visita a Trofeunteuniou, não me espantei de nada: já conhecia o que iria ver.

Nota-se aqui a precisão com que Foch comentava sua propriedade, a tal ponto que Weygand a dava por conhecida, antes de vê-la pessoalmente.

Se, pelo contrário, uma visita a um quartel-general era prevista para o período da tarde, o General passava rapidamente pelo estado-maior a fim de se assegurar de que nada o retinha lá, e nos púnhamos a caminho imediatamente. Eu o acompanho sempre, assisto a todas suas conversas com os comandantes de exército, grupamentos de exército e de divisão.

Quer dizer, o Foch tomava as providências necessárias para se ausentar e não saía em disparada, como um furacão irrefletido. Por outro lado, Weygand estava a par de tudo que se passava entre o Marechal e os comandantes de exército, para poder assessorar bem seu chefe.

Devido à extensão das frentes de combate, esses giros ocupavam, mais ou menos, a tarde toda. A palavra de ordem consistia em não perder tempo, por isso nos deslocávamos bem rápido, a 80 km por hora, desde que o caminho o permitisse. Uma boa velocidade para a época. O carro do General é uma notável Rolls Royce, requisitada no início da guerra, no momento em que saía da usina. Destinada ao representante de uma grande firma alemã, sua fabricação tinha sido particularmente bem cuidada.

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