Dr. Plinio: Fidelidade à Santa Igreja
"Não apartes de mim o teu rosto..."
Continuação...
Salmo 101
Senhor, ouve a minha oração e chegue a Ti o meu clamor.
Não apartes de mim o teu rosto; em qualquer dia que me achar atribulado, inclina para mim o teu ouvido. Em qualquer dia que Te invocar, ouve-me prontamente.
Porque os meus dias dissiparam-se como fumo, e os meus ossos se secaram como gravetos.
Fui ferido como o feno, e o meu coração secou-se, porque até me esqueci de comer o meu pão. À força de soltar gemidos, fiquei somente com a pele pegada aos ossos.
Tornei-me semelhante ao pelicano no deserto; tornei-me como a coruja no seu albergue. Velei, e tornei-me como o pássaro solitário no telhado.
Todo o dia me improperavam os meus inimigos, e os que me louvavam conjuravam-se contra mim.
Porque comia a cinza como pão, e misturava a minha bebida com as minhas lágrimas. À vista da tua ira e indignação, porque depois de me teres elevado, me arrojaste.
Os meus dias passaram como a sombra, e eu sequei-me como o feno.
Mas Tu, Senhor, permaneces para sempre, e a memória do teu nome estende-se de geração em geração.
Tu, levantando-Te, terás piedade de Sião, porque é tempo de teres piedade e a hora já chegou.
Porque as suas próprias ruínas são amadas pelos teus servos, e eles olham com ternura aquela terra.
E as nações temerão o Teu nome, Senhor, e todos os reis da Terra respeitarão a tua glória.
Porque o Senhor edificou Sião, e será visto na sua glória. Atendeu à oração dos humildes, e não desprezou a sua prece.
Sejam escritas estas coisas para a geração futura, e o povo que há de ser criado louvará o Senhor.
Porque olhou do alto do seu santuário: o Senhor olhou do Céu sobre a Terra. Para ouvir os gemidos dos encarcerados, para libertar os filhos dos condenados à morte.
A fim de que anunciem em Sião o nome do Senhor, e o seu louvor em Jerusalém.
Quando se juntarem os povos e os reis para servirem ao Senhor.
Disse-lhe na expansão da sua força: manifesta-me o curto número dos meus dias.
Não me chames na metade dos meus dias; os teus anos estendem-se de geração em geração.
No princípio, Senhor, fundaste a Terra, e os céus são a obra das tuas mãos.
Eles perecerão, mas Tu permanecerás; todos eles envelhecerão como um vestido.
E como roupa os mudarás, e serão mudados. Tu, porém, és sempre o mesmo, e os teus anos não terão fim.
Os filhos dos teus servos habitarão, e a sua posteridade será estável para sempre.
Continua...