Dr. Plinio: Fidelidade à Santa Igreja


"Tornei-me como o pássaro solitário no telhado"

Continuação...

"Eis vossa Mãe; vivei no Reino de Maria!"

Porque olhou do alto do seu santuário: o Senhor olhou do Céu sobre a Terra.

Também este versículo pode ser aplicado ao Reino de Maria.

Do alto do seu santuário, ou seja, da glória celestial, Deus olhou com amor sobre a Terra. Isso nos remonta à criação do universo, quando Ele considerou cada uma de suas obras e constatou que eram boas, mas o conjunto melhor. E depois descansou. Assim também o Criador olhará sobre o Reino de Maria, notará que cada indivíduo será bom, e o conjunto ainda melhor.

Imaginemos, por exemplo, um jogo cujo tabuleiro seja de mármore, as peças de bronze, de pedra preciosa ou qualquer outro metal de valor. Tudo isso é bonito. Entretanto, mais belo será o fato de as pedras estarem dispostas em ordem sobre o tabuleiro, pois então discerniremos o esplendor do conjunto. E se alguém nos explicar as regras do jogo, entenderemos a beleza do xadrez, inventado por um homem desconhecido mas genial.

E ainda mais belo que o conjunto físico das peças é o plano, a idéia, a intenção. Assim, ao instituir o Reino de Maria, Deus tem um desígnio: manifestar o carinho e o afeto que devota à sua Mãe, e tributar uma glória Àquela que, sozinha, vale a criação inteira, excetuando a natureza humana de Nosso Senhor Jesus Cristo. Então, Ele restaura este mundo e o entrega a Maria: "Tomai conta de tudo isso que é vosso". E, repetindo as palavras do Redentor no alto da Cruz, referindo-se a nós, acrescentará: "Eis vossos filhos". E se dirigindo aos homens: "Eis vossa Mãe. Vivei no Reino de Maria!"

A libertação dos que gemem sob a Revolução

Para ouvir os gemidos dos encarcerados, para libertar os filhos dos condenados à morte.

Considerando o mundo atual, Deus viu que os condenados à morte, ou seja, à ruína, ao Inferno, estavam gemendo. Porém, no meio deles havia justos; o Altíssimo os fitou também, e interveio na situação. Assim, tudo começou a reflorescer.

Esses fiéis gemem no cárcere. E que prisão mais parecida com a descrita pelo Salmista do que o século revolucionário em que vivemos?

Quanto mais nos é dada a possibilidade de usar veículos rápidos e seguros, tanto mais nos iludimos de que somos livres. Mas, na realidade, dentro deles o homem está num cárcere, pois se acha imerso numa civilização que não é cristã e da qual não se pode libertar, uma vez que ela se estabeleceu por toda parte. De uma ponta à outra do planeta, onde há homens, encontramos uma maioria entregue à Revolução.

Isto é ou não um cárcere?

Continua...

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