Dr. Plinio: Fidelidade à Santa Igreja


"Tornei-me como o pássaro solitário no telhado"

Continuação...

Deus, portanto, olhará para seus filhos que O amam e perceberá o pranto deles, por se encontrarem nessa prisão. O Criador quebrará o cárcere e os libertará por meio de grande intervenção nos acontecimentos, dando início ao Reino de Maria.

A fim de que anunciem em Sião o nome do Senhor, e o seu louvor em Jerusalém.

Esse rompimento da cadeia tem uma superior finalidade.

Deus não a executa para que os homens continuem a gozar a vida, como fazem hoje, e sim para que anunciem o nome do Senhor em Sião – quer dizer, na Terra Santa, que significa também a Igreja, estendida por todo o mundo. Esses justos deverão louvar o Criador por tê-los libertado do cárcere, que é a Revolução.

Quando se juntarem os povos e os reis para servirem ao Senhor.

E temos aqui uma bela definição desse Reino de Maria tão ansiado pelos homens fiéis: será a época em que os povos e os reis se unirão para servir a Deus.

"Não me chames na metade dos meus dias..."

Disse-lhe na expansão da sua força: manifesta-se o curto número dos meus dias.

O salmista parece ter pressentimento de que sua morte não está distante, e compreende o efêmero da glória terrena, cuja duração não é ilimitada como nós quereríamos. Então pede a Deus que lhe imprima na alma essa noção: mesmo as coisas magníficas passam, como todas as demais nesta vida. Só Deus e o Céu são eternos. Eterno também é o Inferno.

E a prece dele é esta: "Manifesta-me, ó Deus, o curto número dos meus dias. Faz-me ver como tudo nesse mundo é relativamente rápido.

Não me chames na metade dos meus dias...

Este versículo encerra particular beleza. Alguém poderia cogitar: "É possível, ó Deus, que eu, estando dentro do cárcere, ou seja, da Revolução, meditando sobre os vossos Salmos, tenha um vislumbre dos dias magníficos que virão. E, não sendo imprevidente, compreendo que posso pecar de novo e vossa cólera cair sobre mim, tirando-me a vida". Então ele faz um pedido: "Não me chames na metade dos meus dias".

"Chamar" significa, evidentemente, arrebatar pela morte, e os "meus dias", a minha vida. Portanto, tendo consciência de que pode tornar a pecar, ele pede a Deus que não o leve deste mundo na hora em que esteja pecando, pois isto seria como que lhe cortar seus dias pela metade. O pecador suplica a clemência divina: "Vós sois tão grande, poderoso, imenso, não tivestes início e não tereis fim! Vede quanto sou pequeno, minha vida é passageira e em mim tudo é tão fraco, Senhor! Não corteis minha vida pela metade, embora eu mereça. Tende pena da fraqueza do homem que Vós criastes!"

Continua...

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