Dr. Plinio: Varão Católico
Se mamãe é tão bondosa, como não será Nossa Senhora?
Continuação...
Assim começa a batalha de minha vida...
Ao entrar para o Colégio São Luís, eu percebi que lá os meninos tinham uma formação muito diferente da minha, e pensei: "Logo começará a perseguição... Para continuar a ser uma pessoa boa e conforme Nosso Senhor Jesus Cristo – como devo ser – preciso ser um homem que leva as coisas até suas últimas consequencias.
"É necessário que eu esteja disposto a uma luta que se estenderá pela vida inteira, na qual eu preciso entrar com tudo quanto eu tenho; devo reformar-me, e ser o homem da lógica total no pensamento e na ação.
"Mais, não basta apenas ser assim, é preciso fazer que os outros percebam isso; para tal é necessário saber agradar, mas também saber meter medo pelo argumento, pela voz, pela presença."
Assim começou a batalha de minha vida.
Se mamãe é tão bondosa e complacente para comigo quanto não será Nossa Senhora?
No entanto, isso que é muito bonito dizer, não era tão fácil de fazer. Pois chegada a hora de por isso em prática, ao par da compreensão da enormidade da luta que eu deveria travar, eu percebia minhas fraquezas diante dela... Veio-me, então, a graça de compreender a misericórdia e o amor materno de Nossa Senhora.
Eu compreendi que sendo mamãe tão afetuosa, bondosa e benevolente para comigo, incomparavelmente acima dela estava Nossa Senhora a Mãe de misericórdia.
Maria Santíssima tem para comigo parcialidades como o tem mamãe, Ela é no Céu uma Advogada como a que eu tenho na Terra. Mamãe me arranja tudo, tem para mim todas as soluções, me acompanha em todas as ocasiões, quanto mais não fará por mim Nossa Senhora?
Assim, minha devoção a Nossa Senhora tomava uma força extraordinária.
(Extraído de Revista Dr. Plinio n°150)